MISSÕES... E MISSÃO

MISSÕES... E MISSÃO

Não é novidade que o Senhor Jesus deixou para nós, na Grande Comissão, a incumbência de pregarmos o Evangelho, fazendo discípulos de todas as nações. Mas, enquanto andou aqui na Terra, Ele mesmo pregou, evangelizou, fez discípulos, não deixando de lado a atuação social, ao satisfazer multidões, saciando-lhes a fome quando multiplicou pães e peixes. Deixou também, para nós, a lembrança de que, nada adianta se, ao vermos alguém com fome, simplesmente dissermos: Ide em paz.
É muito importante falarmos do amor de Cristo para alguém; mas, se ignorarmos as dificuldades sociais pelas quais o mundo tem passado, estaremos por certo, traindo a Palavra de Deus que nos envia para servir ao mundo. Por outro lado, se ignoramos a Palavra de Deus, também nada teremos para levar ao mundo. Temos que considerar que as justificações da nossa fé em Cristo Jesus e as mudanças na estrutura social devem caminhar juntas. Seguindo o exemplo da vida de Jesus, por certo entenderemos que, tanto o ser como o fazer são partes integrantes da Missão. De nada adianta sairmos aos campos missionários ou mesmo orarmos ou contribuirmos, se não estivermos preocupados com a fome e a miséria que dominam o mundo, levando, muitas vezes, populações à morte por não terem o que comer.
Ao enviar os seus discípulos às aldeias para ensinar e falar das suas maravilhas, Jesus recomendou-lhes que não só pregassem a sua Palavra, como também realizassem vários milagres. Entretanto, quando eles se reuniram para apresentar a Jesus o relatório do que tinham feito, Jesus sentiu que outra missão precisava ser cumprida: alimentar a multidão. Compadeceu-se dela, ao perceber que a hora já estava bastante adiantada. É nesse exato momento, que Ele coloca o seu compromisso missionário em função da obra social, representada pela missão de alimentar aquela grande multidão. Une, então, a obra missionária à obra social, realizando a primeira multiplicação dos pães e peixes. Vimos, neste exemplo, a preocupação do Senhor, demonstrada não só no seu amor pelas almas necessitadas de salvação, como também no ato de saciar a sua fome física.
Não queremos dizer, com isso, que o evangelismo e o social devam ser obrigatoriamente realizados concomitantemente; mas a nossa missão social deve ter conseqüências evangelísticas que nos levem a testemunhar da graça transformadora de Jesus Cristo experimentada em nós, demonstrando o mesmo desejo de que ela alcance os corações de muitos que ainda não tiveram o mesmo privilégio da Salvação que nós temos em Cristo Jesus.

Agindo assim, estaremos, por certo, unindo o útil ao agradável.

Dc. Joel Miranda